PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA

Laura Rosa da Costa

Resumo


A inclusão de estudantes com deficiência na formação profissional exige condições pedagógicas que favoreçam a aprendizagem, a participação e o desenvolvimento da autonomia. Embora os avanços normativos tenham ampliado o reconhecimento do direito à educação inclusiva, permanecem desafios relacionados à acessibilidade curricular, à formação docente e à organização de práticas educacionais que considerem as diferentes necessidades dos estudantes. O presente estudo tem como objetivo analisar, na literatura educacional, quais práticas pedagógicas têm sido utilizadas na formação profissional de estudantes com deficiência, identificando estratégias, possibilidades e desafios para a promoção da aprendizagem e da participação. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-interpretativo, fundamentada em produções científicas sobre educação inclusiva, formação profissional, adaptação curricular, tecnologias assistivas e transição para o mundo do trabalho. A discussão foi organizada em quatro eixos: acessibilidade curricular e flexibilização pedagógica; estratégias de ensino e participação dos estudantes; formação docente e tecnologias assistivas; e articulação entre práticas pedagógicas, autonomia e formação profissional. A análise indica que a inclusão depende da organização intencional das experiências de aprendizagem e da consideração das barreiras existentes nos contextos educacionais. Conclui-se que práticas pedagógicas inclusivas constituem uma dimensão importante da formação profissional, especialmente quando orientadas à participação efetiva dos estudantes.


Texto completo:

PDF

Referências


ARAÚJO, E. A. C. Deficiência mental: suporte comunitário e transição para o trabalho. Araraquara: Junqueira & Marin, 2008.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2011.

BECKER, K. L. Como a deficiência afeta a educação e o trabalho de jovens no Brasil. Nova Economia, v. 29, n. 3, p. 1009-1039, 2019. DOI: https://doi.org/10.1590/0103-6351/4077.

BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988.

BRASIL. Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009. Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007. Brasília, DF: Presidência da República, 2009.

BRASIL. Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1991.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Presidência da República, 1996.

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF: Presidência da República, 2015.

COÑOMAN, G. I.; ÁVILA, V.; CARMONA, C. Initiatives to support the school-to-work transition of people with intellectual disabilities: a systematic review. Journal of Intellectual & Developmental Disability, v. 49, n. 4, 2024. DOI: https://doi.org/10.3109/13668250.2024.2317799.

DANTAS, T. C. Empoderamento e trabalho: análise da experiência de um jovem com deficiência intelectual em atividades laborais. Revista Cocar, v. 13, n. 25, 2019.

DINIZ, D. O que é deficiência. São Paulo: Brasiliense, 2007.

GUIMARÃES, S.; BARROS, C. A. Educação inclusiva em foco: desafios e possibilidades para uma escola acessível a todos. [S. l.]: Editora Dialética, 2026.

IBGE. Pessoas com deficiência e as desigualdades sociais no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2023.

MENESES, F. S. Educação inclusiva na educação profissional tecnológica: análise do processo de formação do discente com deficiência intelectual. 2026.

OLIVEIRA, G. de; VARELA, K. da S. Práticas pedagógicas inclusivas: estratégias e atividades adaptadas para estudantes com deficiência intelectual. Anais do Seminário de Educação Inclusiva da UEMS, v. 1, n. 1, p. 11, 2026. https://anaisonline.uems.br/seiUEMS/article/view/11136.

PEREIRA JÚNIOR, A. C. et al. Inclusão escolar e adaptação curricular: possibilidades para práticas pedagógicas inclusivas e a especificidade da deficiência visual. Revista Tópicos, v. 4, n. 35, p. 1-17, 2026. DOI: https://doi.org/10.70773/revistatopicos/785192025.

REDIG, A. G. Formação acadêmica e vida independente: um diálogo a ser construído. Educação, v. 46, 2021. DOI: https://doi.org/10.5902/1984644443012.

SAVARIS, R. B. Formação docente e tecnologias assistivas: caminhos para a construção de práticas pedagógicas inclusivas. Aurum Revista Multidisciplinar, v. 2, n. 7, e262096, 2026. DOI: https://doi.org/10.63330/armv2n7-029.

SILVA CASAGRANDE, J. A. da; BAADE, J. H. Transição de jovens com deficiência para o mundo do trabalho: contribuições da educação básica, do apoio familiar e das políticas públicas. Boletim de Conjuntura (BOCA), v. 25, n. 81, e8359, 2026.

TRENTIN, V. B.; RAITZ, T. R. Educação e trabalho: formação profissional para jovens com deficiência intelectual na escola especial. Revista Educação Especial, v. 31, n. 62, 2018. DOI: https://doi.org/10.5902/1984686X28660.

VOSGERAU, D. S. R.; ROMANOWSKI, J. P. Estudos de revisão: implicações conceituais e metodológicas. Revista Diálogo Educacional, v. 14, n. 41, 2014. DOI: https://doi.org/10.7213/dialogo.educ.14.041.DS08.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.