AUTORREGULAÇÃO EMOCIONAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA NA INFÂNCIA: O PAPEL DA MEDIAÇÃO DOCENTE
Resumo
A diversidade de manifestações emocionais e comportamentais das crianças constitui uma dimensão importante do trabalho pedagógico na Educação Infantil, exigindo dos professores conhecimentos que favoreçam a compreensão do desenvolvimento socioemocional e a organização de experiências educativas inclusivas. Nesse contexto, a autorregulação emocional representa um processo construído progressivamente nas interações sociais, sendo influenciado pelas condições de participação e pelas mediações estabelecidas no ambiente escolar. O presente estudo tem como objetivo analisar as contribuições da mediação docente para a construção de práticas pedagógicas inclusivas que considerem o desenvolvimento da autorregulação emocional na Educação Infantil. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva, desenvolvida por meio de revisão narrativa da literatura. Foram analisadas produções científicas e documentos normativos relacionados ao desenvolvimento socioemocional, à autorregulação emocional, à mediação pedagógica e à Educação Infantil. A discussão evidencia que dificuldades relacionadas à expressão de sentimentos, ao enfrentamento de frustrações e à participação em atividades coletivas precisam ser compreendidas a partir das relações entre desenvolvimento infantil e condições educativas, evitando interpretações centradas exclusivamente no comportamento individual. Os referenciais também indicam que a mediação docente pode ampliar as possibilidades de participação das crianças quando envolve acolhimento, diálogo, reorganização das experiências e reconhecimento das diferentes necessidades de apoio. Conclui-se que a autorregulação emocional, quando compreendida em sua dimensão relacional e educativa, pode contribuir para a construção de práticas pedagógicas inclusivas comprometidas com a participação, a convivência e o desenvolvimento integral das crianças.
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PDFReferências
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